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E-Health Connect | Nutrição Pediátrica

Nutrição Pediátrica 5 de Janeiro às 18h30 Palestrante Diana Silva Nutrição Pediátrica – Da Prevenção ao Tratamento Uma Abordagem Multidisciplinar A alimentação saudável é fundamental para garantir um crescimento e desenvolvimentos adequados á criança e ao adolescente permitindo um aporte energético de macro e micro nutrientes de acordo com as suas necessidades nutricionais de forma a construir, e reparar estruturas orgânicas e processos funcionais do organismo. Um estilo de vida saudável (alimentação e atividade física) torna-se fundamental na prevenção das doenças crónicas, sendo por isso, necessário encorajar ativa e sustentadamente o envolvimento familiar na abordagem e tratamento das doenças do foro nutricional. Desde da intervenção nutricional da gravida, seguindo-se a motivação para a amamentação e planificação correta da introdução alimentar após e 6º mês de vida, são passos que permitem à criança a aquisição de hábitos alimentares corretos que se irão perpetuar ao longo da vida adulta. Em qualquer uma das diferentes diferenciadas faixas etárias da idade pediátrica, existem por vezes carências ou situações alimentares desadequadas que provocam desequilíbrios nutricionais graves, dando origem a diversas patologias do foro nutricional (obesidade, doenças cardiovasculares, diabetes mellitus entre outros). A obesidade infantil é um problema de saúde pública em todo o mundo, não sendo Portugal exceção é considerada a doença mais comum em idade pediátrica. As atitudes e comportamentos alimentares saudáveis são resultado de um longo processo de socialização e desenvolvimento, aprendidas no seio da família e da escola, sujeitas às influências dos pares, experiências de cidadania e informação obtida através dos meios de comunicação social. Dietas Vegetarianas são atualmente adotadas por muitas famílias onde se incluem crianças e adolescentes, levando a alguma preocupação por parte dos profissionais de saúde, devido à constate desinformação e falta de acompanhamento dos agregados familiares por profissionais especializados. Entenda-se que cada vez mais se torna essencial uma abordagem multidisciplinar ao longo da clinica pediátrica não só no tratamento como na prevenção da doença cronica pediátrica, permitindo um crescimento e desenvolvimento adequado ao longo da infância e da adolescência.

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E-Health Science | Neoplasia Maligna da Próstata (Modulo 1)

Neoplasia Maligna da Próstata ( Módulo 1) Do rastreio ao diagnóstico : RMN multiparamétrica e biópsia de fusão. A neoplasia maligna da próstata é uma patologia de incidência crescente e cujo diagnóstico nem sempre é fácil. O rastreio é realizado através do toque rectal (palpação da próstata no sentido de detetar nódulos suspeitos ou áreas irregulares) e pelo doseamento do PSAt (análise de sangue). Na presença de alterações (toque rectal suspeito e/ou elevação do doseamento de PSAt) deverá ser realizada uma biópsia prostática por via transrectal ou transperineal para confirmação diagnóstica. Nos últimos anos, o desenvolvimento de novas sequências de Ressonância Magnética (RM) tornaram este exame uma ferramenta essencial. A capacidade de identificação de áreas suspeitas de neoplasia na RM levaram ao desenvolvimento de softwares específicos que permitem efetuar em tempo real uma fusão das imagens de RM e ecografia. A mais valia óbvia que daqui resulta é a possibilidade de biopsar de forma orientada as áreas marcadas como suspeitas na RM, reduzindo igualmente a necessidade de repetição de biopsias em pacientes com baixo índice de suspeição. O rastreio da doença revela assim um papel fundamental em todo o processo, uma vez que se for diagnosticado e tratado numa fase inicial a probabilidade de cura é grande. Dr. Luís Osório - Urologia Dr. Manuel Teixeira Gomes - Radiologia Hospital Lusíadas Porto

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E-Health Science | Hérnias Abdominais Complexas: como abordar com sucesso

O desenvolvimento na área do trauma e sépsis cirurgica grave, nomeadamente no conceito de controle de danos e do síndrome do compartimento abdominal levaram a um aumento substancial da sobrevida de doentes críticos mas também de de hérnias complexas pós-abdómen aberto. Fora do contexto do doente crítico e das hérnias ventrais planeadas, a etiologia das hérnias complexas advém da tentativa falhada de correcções prévias com recidívas sucessivas (por cada recidíva aumenta substancialmente a posssibilidade de falha na cirurgia seguinte) e de outros fatores como sejam a rejeição/infecção de rede prévia, a obesidade, a existência de fístulas entéricas, entre outros fatores. Com a necessidade de correcção adequada de um número cada vez mais elevado de hérnias complexas, surgiram nos últimos anos novos algoritmos, materiais e técnicas cirúrgicas capazes de fazerem frente a este desafio. Técnicas antigas foram reanimadas com Separação de Componentes Anterior de Albanesi dos nos 50 ( posteriormente popularizada por Ramirez nos anos 90) e novas técnicas foram desenvolvidas com a Separação de Componentes Química com toxína botulínica desenvolvida por Ibarra em 2009 e a revolucionária técnica de Separação de Componentes Posterior com TAR ( transversus abdominal release) com Novitsky em 2012. Hoje em dia o desenvolvimento nesta área continua através de técnicas minimanente invasivas como o eTEP RS ou o eTEP TAR ( extended totally extraperitoneal Rives Stoppa ou TAR), quer seja por laparoscopia quer seja através da robótica. Assim, a inovação e desenvolvimento na área das hérnias complexas tem trazido a capacidade de resolver casos considerados antes inoperáveis, devolvendo aos doentes esperança e qualidade de vida, permitindo uma verdadeira reconstrução abdominal funcional. Palestrante: Dra. Eva Barbosa Unidade Multidisciplinar da Obesidade.

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E-Health Science | Clínica de Insuficiência Cardíaca: optimização da terapêutica farmacológica

Apesar dos significativos avanços registados nas últimas décadas no tratamento da IC, com particular ênfase na IC com função sistólica deprimida, a mortalidade e morbilidade continuam elevadas, não raramente superiores à de várias neoplasias malignas. Uma das constatações mais preocupantes refere-se à taxa de readmissões hospitalares, que permanece muito elevada. Estima-se que 2/3 dos doentes com IC são internados pelo menos duas vezes por ano e que a taxa de reinternamentos aos 3 meses possa atingir os 20-30%. A importância das readmissões é muito significativa. Para além do impacto emocional que tem no próprio doente e família, do ponto de vista prognóstico, cada internamento significa verdadeiramente um aproximar da morte, estando demonstrado que, mesmo em centros com uma performance clínica de excelência, admitir um doente se traduz numa redução da esperança de vida. O acompanhamento crónico destes doentes em ambulatório, materializado numa clínica de insuficiência cardíaca, tem como objectivo fundamental melhorar o tratamento e prognóstico, de uma forma economicamente eficiente e sustentável, através de maximização da utilização de terapêuticas que comprovadamente reduzem a mortalidade, as readmissões hospitalares e que aumentam a qualidade de vida, pela criação oportunidades e condições que facilitem uma abordagem multidisciplinar, facilidade de contacto com os profissionais e uma adequada educação dos doentes e suas famílias que promova a identificação precoce de factores que contribuem para a progressão da doença bem como o reconhecimento precoce de sinais de instabilização, que permita a instituição de ajustes terapêuticos necessários sem recurso ao serviço de urgência ou ao internamento. Palestrante: Dr. Gonçalo Proença Unidade de Cardiologia do Hospital de Cascais Dr. José de Almeida

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Podcast Evidentia Média

Quase desde os tempos em que eramos internos de MGF que falamos que um dia criaríamos um podcast sobre literatura médica. Disso já lá vão uns quantos e bons anos. Entretanto apareceram outros projectos familiares, académicos e profissionais e nunca até agora ambos tivemos tão pouca disponibilidade para finalmente iniciar o podcast. Portanto segundo a lógica da vida dos dois faz todo o sentido começar agora este projecto. Acreditamos numa Medicina baseada num sólido conhecimento da leges artis médica. Isso inclui três pilares: os valores e preferências dos doentes, a experiência clínica e a informação proveniente da investigação médica. Mas a produção de informação médica está hoje em dia a um ritmo impossível de acompanhar e isso é um problema que leva a prática médica desactualizada e a cuidados de saúde inadequados. Torna-se imperativo que os actores que participam nas consultas usem informação válida, pertinente e actualizada. Por um lado os médicos devemos seleccionar bem as nossas fontes, escolher bem o que ler, ter capacidades de apreciação e crítica da literatura médica e finalmente capacidade de integração dessa nova informação na prática clínica. Por outro lado a população deve ser adequadamente informada e entrar nos processos de decisão num ambiente de colaboração deliberativa com os clínicos. Nada disto deve ser feito sozinho! Acreditamos que aprender em conjunto não só é mais eficaz mas sobretudo é muito mais divertido! É então intenção deste podcast começar uma discussão que esperamos que siga entre todos nós. Desafiamos os ouvintes e leitores a participarem! Exponham comentários, dúvidas, opiniões! Prometemos tentar responder e participar na discussão. Abraços e até já! (David Rodrigues e Daniel Pinto - Evidentia Médica)