april 2020

Noites contra o COVID-19 | Cuidadores de lares e cuidadores informais

Speciality

Public health medicine

Novas vias de comunicação e uma estratégia concertada nos municípios para retirar pessoas infetadas dos lares. Reveja o primeiro webinar das Noites contra o COVID-19. O mundo está ainda a aprender a lidar com a covid-19 e com o vírus que a causa, o SARS-Cov-2, que, em termos globais, já infectou mais de 600 mil pessoas. Nesta fase, sabemos que a idade é um dos principais fatores de risco: os idosos, que apresentam frequentemente problemas de saúde pré-existentes - como doenças cardiovasculares, hipertensão ou doenças crónicas - tendem a desenvolver quadros clínicos mais severos. Evitar o contágio nos lares deve, por isso, ser uma prioridade, de forma a evitar que se tornem focos da doença. Além da restrição das visitas - uma das medidas já tomadas que permitiu diminuir a exposição ao risco -, o reforço das medidas de higiene, o distanciamento físico e a monitorização da sintomatologia de utentes e profissionais, o plano de ação destas instituições implica uma estrutura concertada com as entidades municipais que permita retirar infetados do lar, mas não os levar para os hospitais quando não existem condições clínicas que o justifiquem. A primeira conferência virtual de um ciclo organizado pelo COVID19PTCiência, projeto do qual a UpHill faz parte, juntou Ricardo Mexia, da Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública (ANMSP), Rui Nogueira e Margarida Dias, da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF), João Araújo Correia, da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI), e David Rodrigues, coordenador do Evidentia Médica. Em discussão estiveram para questões relacionadas com o plano de contingência das Estruturas Residenciais para Idosos (ERPI), a utilização de equipamentos de proteção individual por cuidadores de lares e cuidadores informais e a realização de testes a esta população. Uma iniciativa UpHill em conjunto com a Evidentia Médica, ANMSP (Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública) e APMGP (Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar).