Vascular surgery

E-Health Science | Isquémia crítica dos membros inferiores. Diagnóstico e atitudes terapêuticas

A isquémia crítica está associada a elevadas taxas de mortalidade e amputação e a uma redução significativa da qualidade de vida do doente. Cada vez mais frequente devido ao envelhecimento da população e aumento da prevalência da diabetes, o atraso no diagnóstico diminui significativamente a probabilidade de salvamento do membro e agrava o prognóstico vital do doente. Trata-se de uma manifestação terminal da doença aterosclerótica sistémica, pelo que se acompanha, frequentemente, de doença cardiovascular significativa. Na ausência de um tratamento agressivo dos fatores de risco cardiovascular e das co-morbilidades associadas, o prognóstico destes doentes é reservado, com uma taxa de mortalidade que ronda os 25% um ano após o diagnóstico inicial. Enquanto que a terapêutica médica visa sobretudo reduzir a morbimortalidade cardiovascular, a revascularização é a pedra basilar para o salvamento do membro. No entanto, não pode ser oferecida a todos os doentes, habitualmente muito idosos, com múltiplas co-morbilidades, e elevada fragilidade. A seleção passa, obrigatoriamente, pela avaliação do risco cirúrgico e avaliação do estado do membro, podendo, em alguns casos, ser necessário ponderar a amputação primária ou apenas cuidados paliativos de tratamento da ferida. As opções terapêuticas para revascularização de padrões de doença cada vez mais complexos aumentaram significativamente nos últimos anos com o desenvolvimento das técnicas endovasculares, a par de técnicas de cirurgia convencional cada vez mais aperfeiçoadas. Uma abordagem individualizada a cada doente, tendo em conta o seu risco cirúrgico, o padrão anatómico da doença arterial e a existência ou não de conduto autólogo de qualidade, permite oferecer a melhor alternativa cirúrgica e consequentemente a melhor hipótese de preservação do membro. Palestrante: Dr.ª Leonor Vasconcelos

Obstetrics and gynecology

E-Health Connect | Como prevenir a disfunção do pavimento pélvico relacionada com o parto

Cerca de 46% das mulheres, têm um ou mais sintomas de disfunção do pavimento pélvico (DPP) ao longo da vida. As disfunções mais frequentes são a incontinência urinária, o prolapso dos órgãos pélvicos e a incontinência anal. Este tipo de patologia pode ter um impacto devastador na qualidade de vida da mulher e o seu tratamento cirúrgico é ainda sub-ótimo. O parto vaginal é o principal fator de risco para o desenvolvimento das DPP, em particular o parto instrumentado (Fórceps). Existe atualmente conhecimento suficiente para nos focarmos na prevenção efetiva e em estratégias de intervenção precoce para minimizar a morbilidade materna decorrente do parto vaginal. É importante repensar a prática obstétrica e evoluir para a era moderna da medicina personalizada que coloca a paciente no centro da prestação de cuidados e a envolve nas decisões médicas que lhe dizem respeito. Temas a abordar: - Fatores de risco para as DPP associados ao parto - Relação do parto com as diferentes DPP - Estratégias de prevenção 1ª - Importância do treino do pavimento pélvico 2ª - Importância do envolvimento da grávida na decisão da via de parto 3ª - Importância da referenciação para um centro especializado e multidisciplinar de uroginecologia e cirurgia reconstrutiva pélvica Palestrantes: Dr.ª Sofia Alegra Terapeuta Isabel Ramos Almeida (Unidade de Uroginecologica do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Lusíadas Lisboa)

Obstetrics and gynecology

E-Health Connect | Experiência de Parto Positiva: à conversa com a equipa da CLISA

Um parto deve ser uma experiência positiva, além de segura. Nas últimas décadas o panorama global dos cuidados de obstetrícia mudou consideravelmente, com um aumento exponencial do uso de intervenções em grávidas de baixo risco que anteriormente eram apenas reservadas para evitar riscos ou tratar complicações. Nesse sentido, a Organização Mundial de Saúde divulgou as suas “Recomendações para uma Experiência de Parto Positiva” que têm como objetivo reunir as evidências científicas sobre o parto de forma a que as mulheres não sejam sujeitas a intervenções nem a mais, nem a menos. Está grávida, a sua companheira está grávida ou interessa-se por este tema? Venha conhecer estas recomendações pela voz da equipa multidisciplinar da Clínica de Santo António: Dr. Paulo Sá - Médico Anestesiologista, Maternidade da Clínica de Stº António Dr.ª Mariana Torres - Médica Ginecologista/Obstetra, Maternidade da Clínica de Stº António Enf. Carla Cotrim - Enfermeira Coordenadora, Maternidade da Clínica de Stº António Enf. Filipa Lopes - Enfermeira Especialista em Saúde Materna e Obstetrícia, Maternidade da Clínica de Stº António Enf.ª Cláudia Araújo - Enfermeira de Neonatologia, Maternidade da Clínica de Stº António AAM Manuela Gaspar - Auxiliar de Ação Médica, Maternidade da Clínica de Stº António Dr.ª Elsa Milheiras - Médica Ginecologista/Obstetra, Maternidade da Clínica de Stº António Dr. Diogo Bruno - Médico Ginecologista/Obstetra, Maternidade da Clínica de Stº António Dr.ª Eduarda Reis - Médica Neonatalogista, Coordenadora da Neonatologia da Clínica de Stº António e Presidente do Conselho Médico do Grupo Lusíadas Saúde Dr. Hermínio Nicolau - Médico Ginecologista/Obstetra, Maternidade da Clínica de Stº António

Trauma and orthopedics

E-Health Connect | Cirurgia do Ombro no Hospital Lusíadas Lisboa

A Cirurgia do Ombro no HLL acompanha os últimos padrões e guidelines internacionais nesta área. Uma Equipa experiente e treinada executa, em média, 20 a 25 cirurgias desta articulação por mês, que incluem técnicas artroscópicas e de cirurgia aberta com o apoio de tecnologias de ponta que o HLL põe à disposição de Médicos e Clientes. O processo decorre desde as consultas iniciais, onde é feito um diagnóstico provisório, e com o apoio de exames complementares se chega ao diagnóstico definitivo e respectica orientação terapêutica, através de meios conservadores e/ou cirurgicos. Se a terapeutica aconselhada for a cirúrgica, discute-se a solução e os procedimentos em conjunto com o Cliente. E aqui reside uma das mais valias da Cirurgia do Ombro no HLL: A esmagadora maioria das cirurgias são feitas sob anestesia loco-regional, ou seja, com a tecnica executada pela nossa Anestesista, o membro superior a operar fica “dormente”, permitindo toda a cirurgia do ombro sem necessidade ao recurso de anestesia geral, e apenas com uma sedação para conforto acrescido. Com isto ganha-se em segurança para o Cliente, incluindo o risco actual de contagio pelo SARS-COV 2. Além da minimização do risco, a referida técnica anestesica e cirúrgica (em média 1hora para as artroscopias e 2h para a cirurgia aberta) permite que a cirurgia seja feita em regime ambulatório, com o tempo total de permanência no Hospital de 8 a 10 horas. O pós-operatório consiste em 2 consultas aos 8 e 15 dias, e posteriormente em consultas programadas mensais de avaliação da recuperação cirúrgica. Concluindo, a Cirurgia do Ombro no Hospital Lusiadas Lisboa é uma cirurgia bastante segura, apoiada em Equipa Médica conhecedora com métodos e tecnologia state-of-the-art, e sem necessidade de internamentos prolongados.