Asma agudizada

Curated byDavid Rodrigues

Asthma

october 2020

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Pulmonary medicine

Sublingual immunotherapy for asthma.

#Mensagem chave: Apesar dos vários estudos publicados nesta área, não é possível retirar conclusões clinicamente significativas sobre o efeito da Imunoterapia Sublingual nas exacerbações e qualidade de vida dos doentes com asma. A evidência disponível apresenta uma qualidade baixa e resultados tão imprecisos que variam desde o benefício importante até à possibilidade de dano. \n \n #População: Adultos ou crianças com asma tratados com Imunoterapia Sublingual comparada com placebo ou cuidados habituais em contexto de consulta externa. \n \n #Métodos:a Os autores escolheram como outcomes principais exacerbações graves com necessidade de ida ao SU ou internamento, qualidade de vida e efeitos adversos graves. Como outcomes secundários figuraram avaliações em escalas de sintomas de asma, exacerbações com necessidade de corticoterapia e dose de corticóides inalados. Revisão sistemática e meta-análise realizada seguindo os métodos habituais da Cochrane. \n \n #Resultados: Foram encontrados 66 estudos dos quais 31 recrutaram apenas crianças. Os autores alertam que reporte selectivo pode ter afectado seriamente os dados, uma vez que, 16 estudos não contribuíram com dados e outros 6 foram incluídos apenas na análise de eventos adversos. Houve também motivo para preocupação com os vieses de alocação, detecção, performance e atrito. Relativamente às exacerbações graves foi encontrado um OR de 0.35 (IC 95% 0.10 a 1.20; n = 108). Não foi possível analisar os dados de qualidade de vida nesta meta-análise. Não parece existir um aumento de efeitos adversos graves atribuíveis à Imunoterapia Sublingual. Existe um aumento de Efeitos Adversos (OR de 1.99, IC 95% de 1.49 a 2.67), ainda que ligeiros e transitórios. Os sintomas de asma e utilização de medicação foram medidos com escalas não validadas na maioria dos estudos, impossibilitando uma interpretação definitiva dos dados. Ainda assim, parece existir uma tendência para melhoria com utilização de SLIT. A imprecisão dos resultados, aliada ao risco de viés levou a que apenas os outcomes de efeitos adversos pontuassem acima de moderado na certeza de evidencia de acordo com metodologia GRADE. Os restantes outcomes foram classificados como baixa ou muito baixa.

Fortescue R, Kew KM, Leung MSTseptember 2020

Pulmonary medicine

Effect of Vitamin D3 Supplementation on Severe Asthma Exacerbations in Children With Asthma and Low Vitamin D Levels - The VDKA Randomized Clinical Trial

#Mensagem Chave: A suplementação com vitamina D não melhorou as agudizações em crianças com asma persistente e níveis baixos de vitamina D. Estes resultados apontam para a não utilização da suplementação neste grupo. \n \n #População: Crianças com 6 a 16 anos e níveis séricos de vitamina D inferiores a 30 ng/mL recrutadas com asma de elevado risco de agudização. \n \n #Métodos: Ensaio clínico aleatorizado, duplamente ocultado. Participantes eram aleatorizados para suplementação com vitamina D3 4000 IU/d, ou placebo durante 48 semanas. Outcome principal – tempo até agudização Outcomes secundários – tempo até agudização por infecção viral; proporção de participantes com dose de corticóide reduzida; dose cumulativa de fluticasona durante o ensaio. \n \n #Resultados: 192 participantes aleatorizados com idade media de 9.8 anos, 40% sexo feminino, 93.8% completaram o seguimento. A média de tempo até agudização no grupo Vitamina D3 foi de 240 dias e 253 no grupo placebo – diferença de médias -13.1 (IC 95%, de −42.6 a 16.4) revelando que não existiram diferenças entre os grupos. Também não foram detectadas diferenças nos restantes outcomes. Estes resultados levaram a que o ensaio tenha sido terminado precocemente por futilidade.

Forno E, Bacharier LB, Phipatanakul W, et al.august 2020

Pulmonary medicine

Self-management interventions to reduce healthcare Self-management interventions to reduce healthcare use and improve quality of life among patients with asthma: systematic review and network meta- use and improve quality of life among patients with asthma: systematic review and network meta-analysis.

#Introdução: Estudos prévios demonstram que a transmissão de informação isolada é ineficaz a melhorar os o controlo de doentes com asma. O estudo PRISM (Practical systematic Review of Self-Management Support for asthma), que envolveu 27 revisões sistemáticas, conclui que modelos de seguimento de Autogestão dos doentes com asma estão associados uma redução de internamentos e melhoria de qualidade de vida. No entanto, não clarifica qual destes modelos é o mais adequado. #Pergunta de investigação: Nos doentes com asma (> 5 anos), qual o modelo de autogestão mais eficaz na melhoraria da qualidade de vida e na redução da utilização dos serviços de saúde? Esta revisão sistemática e meta-análise em rede procurou responder a esta questão através de estudos que comparassem cuidados habituais e intervenções educacionais com: - Gestão de caso multidisciplinar – Apoio presencial com equipa multidisciplinar + plano escrito - Autogestão com Apoio Regular – Consultas presenciais regulares (> 2h totais por ano) com profissional de saúde para reforço e revisão do plano terapêutico. - Autogestão com apoio mínimo - Consultas presenciais limitadas (< 2h totais por ano) com profissional de saúde para reforço e revisão do plano terapêutico. -Automonitorização – Realizada pelo doente regularmente através de registo de sintomas ou pico expiratório débito expiratório máximo instantâneo #Métodos: Os estudos foram seleccionados através de uma pesquisa alargada, seguida da avaliação do risco de viés e extracção de dados por dois investigadores em separado. O resultado principal foi definido como a utilização de serviços de saúde (urgência hospitalar ou internamento) ou qualidade de vida. Foram seleccionados 105 ensaios clínicos aleatorizado (60 em adultos e 45 em crianças/adolescentes) com um total de 27 767 participantes (16 080 adultos / 11687 crianças e adolescentes). A duração mediana de seguimento foi de 8 meses. \n \n #Resultados: Gestão de caso multidisciplinar e Autogestão com Apoio Regular foram os modelos que tiveram impacto a utilização dos serviços de saúde com uma diferença de médias padronizadas de -0.18 (IC 95% de -0.32 a -0.05) e –0.30 (IC 95% de −0.46 a −0.15), respectivamente. Apenas a Autogestão com Apoio Regular demostrou melhoria de qualidade de vida estaticamente significativa com diferença de médias padronizadas de 0.54 (IC 95% de 0.11 a 0.96). No subgrupo de doentes em idade pediátrica, apenas a Autogestão com Apoio Regular demostrou uma melhoria significativa de qualidade de vida e utilização dos serviços de saúde. Foi no subgrupo de doentes com sintomas mais intensos que a Autogestão com Apoio Regular e a Gestão de caso multidisciplinar demonstrou maiores benefícios. \n \n #Conclusão: Este estudo demonstra que a Autogestão com Apoio Regular reduz utilização dos serviços de saúde melhorando qualidade de vida nos vários subgrupos de doentes com asma. Os serviços de saúde deverão ter em conta estes resultados e ponderar implementá-los na prática clínica, dando preferência aos doentes com maior carga sintomática e mais necessidades de cuidados hospitalares.

Hodkinson A, Bower P, Grigoroglou C, et al.august 2020