january 2021 • BMJ

Managing the long term effects of covid-19: summary of NICE, SIGN, and RCGP rapid guideline

Shah W., et al.

DOI: 10.1136/bmj.n136 1

Content curated by:Clara Jasmins

Key message

Mensagem-chave Resumo de guidelines rápidas sobre a atuação em contexto de COVID-19 longo e Síndrome Pós-COVID-19. A evidência científica disponível é de baixa qualidade e a maioria das recomendações é baseada em opinião de peritos. Foram emitidas recomendações relativamente à identificação de casos de COVID-19 longo, a sua abordagem, investigação, gestão, planeamento de cuidados, monitorização e follow-up, partilha de informação e continuidade de cuidados e ainda sobre a organização dos serviços

Analysis

Population

Pessoas que testaram positivo para infeção por SARS-CoV-2 e que mantém sintomas por mais de 4 semanas

Method

Esta guideline é parte de uma série de guidelines rápidas sobre COVID-19. A evidência científica disponível é de baixa qualidade dada a novidade da doença COVID-19, pelo que as recomendações elaboradas são baseadas em opiniões de peritos.

Results

Definições: Infeção aguda COVID-19 - presença de sinais e sintomas de COVID-19 durante até 4 semanas COVID-19 longo - presença de sinais e sintomas de COVID-19 durante pelo menos 4 e até 12 semanas Síndrome pós COVID-19 - presença de sinais e sintomas de COVID-19 durante mais de 12 semanas sem a presença de outro diagnóstico alternativo Recomendações - Identificar casos de COVID-19 longo: - Aconselhar e fornecer informação escrita sobre os sintomas de COVID-19 longo e o decurso expectável durante a recuperação. - Informar sobre a auto-gestão do COVID-19 longo, sinais de alarme e como proceder em caso de necessidade. - Avaliação de situações de COVID-19 longo: - Realizar uma história clínica compreensiva - Discutir o impacto da doença na vida do doente e a sua experiência relativamente à gestão dos sintomas e interferência nas atividades de vida diária - Não presumir a evolução da doença com base em determinados sintomas - Durante a investigação de declínio cognitivo, agravamento de fragilidade, demência, ou perda de apetite em idosos, lembrar que estes podem ser sinais de COVID-19 longo ou síndrome pós-COVID-19. - Investigação e referenciação: - Realizar avaliação laboratorial incluindo hemograma, função renal e hepática, proteína C reativa, BNP e função tiroideia - Se quadro com mais de 12 semanas, realizar radiografia de tórax - Se apropriado, realizar teste de tolerância ao exercício - Em pessoas com sintomas posturais como palpitações ou tonturas, realizar teste postural - Referenciar ao SU situações de COVID-19 longo ou suspeita de síndrome pós-COVID-19 que se apresentem com sinais e sintomas de alarme - Após exclusão de sinais e sintomas de alarme, ponderar necessidade de refenciar a equipa multidisciplinar. - Planeamento de cuidados: - Realizar uma abordagem holística, concluíndo através da decisão partilhada com o doente quais as suas necessidades ao nível de cuidados de suporte e reabilitação - Gestão do quadro: - Aconselhar o doente sobre a auto-gestão dos sintomas, como e onde obter apoio e o que esperar da evolução natural da doença - Apoiar o doente nas discussões com a entidade patronal/escola relativamente a um regresso faseado à vida ativa. - Monitorização e follow-up: - Acordar com o doente a periodicidade de monitorização e acompanhamento pelo profissional de saúde - Partilha de informação e continuidade de cuidados: - Assegurar uma partilha de informação eficaz através da partilha de registos clínicos e plano de cuidados e reabilitação entre os serviços envolvidos na abordagem multidisciplinar - Entregar uma cópia do plano de cuidados ao doente - Monitorizar sinais e sintomas e o seu progresso desde o início do quadro até à alta - Se possível manter o envolvimento da mesma equipa de saúde ao longo de todo o quadro - Organização de serviços: - integrar o trabalho em equipa multidisciplinar, fornecendo deste modo cuidados eficazes e bem organizados para os doentes com COVID-19 longo e síndrome pós-COVID-19. - A organização de uma equipa multidisciplinar com contribuições de outros serviços e um plano detalhado e explícito podem evitar cuidados desarticulados e ajudar a diminuir tempos de espera nas consultas especializadas

Abstract

For a proportion of people covid-19 leads to long term effects that can have a significant impact on quality of life. According to the Office for National Statistics, around one in five people testing positive for covid-19 exhibit symptoms for a period of five weeks or more.1 This presents challenges for determining best-practice standards of care. As yet, no commonly agreed clinical definition of long term covid-19 exists, nor a clear definition of treatment pathway. To assist clinicians, the National Institute for Health and Care Excellence (NICE), the Scottish Intercollegiate Guidelines Network (SIGN), and the Royal College of General Practitioners (RCGP) have developed the “COVID-19 rapid guideline: managing the long term effects of COVID-19.”2 It covers care for people with signs and symptoms that continue for more than four weeks, and which developed during or after an infection consistent with covid-19, and which are not explained by alternative diagnoses. The guideline provides clinical definitions of the effects of covid-19 at different times and provides advice on diagnosis and management based on the best available evidence and the knowledge and experience of the expert panel. It will be subject to a “living” approach, which means that targeted areas of the guideline will be reviewed weekly and updated in response to emerging evidence and evolving expert experience. This article summarises the guideline recommendations as published on 18 December 2020, with particular emphasis on primary care. Updates are available on the NICE website.