september 2020 • Infection

Hospital at home for the management of COVID-19: preliminary experience with 63 patients

Pericàs JM, et al.

DOI: 10.1007/s15010-020-01527-z

Content curated by:David Rodrigues

Key message

A hospitalização domiciliária parece ser segura e eficaz para pacientes COVID-19 selecionados e, portanto, pode ser usado como medida para reduzir a pressão assistencial em hospitais. A seleção dos pacientes com base na gravidade ou no desenvolvimento potencial de complicações parece crucial para otimizar os resultados; Importa validar estes resultados e afinar os critérios para hospitalização domiciliária com mais e melhores estudos.

Analysis

Population

Recrutaram pacientes consecutivos com COVID-19 de 10 de março a 5 de abril de 2020 internados na Unidade HaH.

Method

Série de casos. Follow-up de 30 dias após a alta do HaH em todos os pacientes. Definições - basearam o diagnóstico de COVID-19 em critérios clínicos, radiológicos, laboratoriais e confirmação microbiológica em todos os pacientes até 27 de março, momento a partir do qual as interrupções no fornecimento de testes PCR para SARS-CoV-2 em Espanha resultaram num aumento do número de casos suspeitos mas não confirmados.

Results

Durante o período do estudo, 1.783 pacientes com diagnóstico de COVID-19 foram admitidos no serviço de urgência. Destes, 1320 (74%) foram internados no hospital: 63 foram transferidos para a Unidade HaH (4,8%), 984 foram inicialmente internados nas enfermarias COVID-19 (74,5%) e 273 foram transferidos para a UCI (20,7%). Durante o mesmo período, um total de 69 pacientes foram avaliados para admissão em HaH. As características basais dos 63 pacientes no momento da admissão no HaH foram: idade média foi de 51 anos (IQR 40–62) e 54% dos pacientes eram mulheres. História de tabagismo em 14,3%, 9,5% tinham diabetes mellitus e 17,5% tinham hipertensão, dos quais 45,5% recebiam inibidores da enzima conversora da angiotensina ou bloqueadores do receptor da angiotensina. Metade dos pacientes (50,8%) foi transferida para o HaH das enfermarias do hospital, enquanto 39,7% foram internados diretamente do serviço de urgência. A maioria dos pacientes (90,5%) apresentou PCR positivo para infecção por SARS-CoV-2. A mediana do tempo total de internamento foi de 7 dias (IQR 3,8–10,2). Febre e tosse foram as manifestações clínicas mais frequentes, com mediana de 6 dias e 10 dias de duração dos sintomas antes da admissão no hospital e na HaH, respectivamente. Um paciente recebeu oxigénio no HaH. Os achados radiológicos mais comuns foram infiltrados intersticiais bilaterais (34,9%). Quatro pacientes (6,3%) foram admitidos na UCI antes da transferência para o HaH. A maioria dos pacientes (82,5%) recebeu tratamento antiviral e 17,5% também receberam antibacterianos. A destacar que nenhum recebeu glicocorticóides sistémicos. Dezenove por cento dos pacientes interromperam pelo menos um medicamento antiviral devido a eventos adversos ou intolerância. Três (4,8%) pacientes necessitaram de nova internação. Nenhum paciente morreu durante o HaH ou o acompanhamento.

Abstract

Alternatives to conventional hospitalization are needed to increase health systems resilience in the face of COVID-19 pandemic. Herein, we describe the characteristics and outcomes of 63 patients admitted to a single HaH during the peak of COVID-19 in Barcelona. Our results suggest that HaH seems to be a safe and efficacious alternative to conventional hospi- talization for accurately selected patients with COVID-19.