december 2020 • JAMA

Cost-effectiveness of Screening for Osteoporosis in Older Men With a History of Falls

Ito K.

DOI: 10.1001/jamanetworkopen.2020.27584

Content curated by:Clara Jasmins

Key message

Análise de custo-efetividade que pretende demonstrar o benefício do rastreio de osteoporose no sexo masculino através de osteodensitometria. Contudo, a evidência científica atual não é clara quanto ao potencial benefício do tratamento com bisfosfonatos para prevenção de fracturas osteoporóticas no sexo masculino, principalmente nas não-vertebrais. Apesar da incerteza, esta análise económica assume este tratamento como eficaz o que se repercute nos potenciais ganhos com o rastreio, relativamente ao que será expectável encontrar na realidade. A análise realizada incentiva ao rastreio por osteodensitometria, chamando à atenção para resultados ainda mais promissores em homens com idade igual ou superior a 77 anos. Sublinhamos: há premissas assumidas nesta análise que se apresentam pouco sólidas no que a evidência ciêntifica diz respeito.

Analysis

Population

Homens com mais de 65 anos com história de queda no último ano

Method

Intervenção: Realização de rastreio de osteoporose através de osteodensitometria Comparador: Cuidados habituais Outcomes: Razão custo-efetividade incremental, medido pelo custo de qualidade de vida ajustada/ano ganho Foi realizada uma análise de custo-efetividade relativamente à utilidade do rastreio para osteoporose através de osteodensitometria. Nas recomendações preconizadas sobre este assunto, a decisão de fazer ou não o exame de rastreio não é consensual. A US Preventive Services Task Force de 2018, no seu documento "Final recommendation statement: osteoporosis to prevent fractures: screening", recomenda contra o rastreio de osteoporose em homens porque considera não existir evidência atual suficiente para aferir os benefícios e riscos deste rastreio no sentido de prevenir fraturas osteoporóticas em homens. Já a International Society for Clinical Densitometry evidencia que os homens têm indicação para realizar osteodensitometria nas situações de idade superoir a 70 anos, ou se inferior, devem apresentar um dos seguintes factores de risco: baixo peso corporal, fractura anterior, uso de medicação de elevavdo risco, doença associada a perda de massa óssea. Apesar destas condicionantes relacionadas com a pertinência do rastreio de osteoporose em homens através de osteodensitometria e respetivo tratamento com bisfosfonatos em caso de osteoporose, o autor do artigo assume que a intervenção teria benefício clínico para o doente com base num ensaio clínico que evidencia benefício clínico do uso de bisfosfonatos na prevenção de fractura vertebral osteoporótica, no sexo masculino, mas sem evidência clara sobre fracturas não vertebrais. Perante estes dados, alguns dos benefícios calculados nos resultados poderão estar inflacionados, demonstrando uma melhor relação custo-efetividade expectável do que aquilo que poderá ser a realidade face à melhor evidência científica disponível.

Results

Na coorte hipotética de homens com 65 anos de idade, a estratégia de rastreio levou a uma razão custo-efetividade incremental de $33.169 / QALY ganho, sendo preferida ao tratamento habitual até ao limite de despesa de $ 100.000 / QALY ganho. O número necessário rastrear para evitar uma fratura do colo do fémur foi 1876 e para prevenir uma fratura osteoporótica importante, 746. Parece haver mais evidência para o rastreio, tornando-o mais eficaz e menos dispendioso em homens com idade igual ou superior a 77 anos. Na análise de sensibilidade, a razão custo-efetividade manteve-se favorável em 56% das simulações até uma despesa de $50.000 / QALY ganho, 90.8% das simulações até uma despesa de $100.000 / QALY ganho e 99.6% das simulações até uma despesa de $200.000 / QALY ganho.

Abstract

IMPORTANCE Falls and osteoporosis share the potential clinical end point of fractures among older patients. To date, few fall prevention guidelines incorporate screening for osteoporosis to reduce fall-related fractures. OBJECTIVE To assess the cost-effectiveness of screening for osteoporosis using dual-energy x-ray absorptiometry (DXA) followed by osteoporosis treatment in older men with a history of falls. DESIGN, SETTING, AND PARTICIPANTS In this economic evaluation, a Markov model was developed to simulate the incidence of major osteoporotic fractures in a hypothetical cohort of community-dwelling men aged 65 years who had fallen at least once in the past year. Data sources included literature published from January 1, 1946, to July 31, 2020. The model adopted a societal perspective, a lifetime horizon, a 1-year cycle length, and a discount rate of 3% per year for both health benefits and costs. The analysis was designed and conducted from October 1, 2019, to September 30, 2020. INTERVENTIONS Screening with DXA followed by treatment for men diagnosed with osteoporosis compared with usual care. MAIN OUTCOMES AND MEASURES Incremental cost-effectiveness ratio (ICER), measured by cost per quality-adjusted life-year (QALY) gained. RESULTS Among the hypothetical cohort of men aged 65 years, the screening strategy had an ICER of $33 169/QALY gained and was preferred over usual care at the willingness-to-pay threshold of $100 000/QALY gained. The number needed to screen to prevent 1 hip fracture was 1876; to prevent 1 major osteoporotic fracture, 746. The screening strategy would become more effective and less costly than usual care for men 77 years and older. The ICER for the screening strategy did not substantially change across a wide range of assumptions tested in all other deterministic sensitivity analyses. At a willingness-to-pay threshold of $50 000/QALY gained, screening was cost-effective in 56.0% of simulations; at $100 000/QALY gained, 90.8% of simulations; and at $200 000/QALY gained, 99.6% of simulations. CONCLUSIONS AND RELEVANCE These findings suggest that for older men who have fallen at least once in the past year, screening with DXA followed by treatment for those diagnosed with osteoporosis is a cost-effective use of resources. Fall history could be a useful cue to trigger assessment for osteoporosis in men.