november 2020 • IJBNPA

Evidence on physical activity and osteoporosis prevention for people aged 65+ years: a systematic review to inform the WHO guidelines on physical activity and sedentary behaviour

Pinheiro M., et al.

DOI: 10.1186/s12966-020-01040-4

Content curated by:Clara Jasmins

Key message

Revisão sistemática com Meta-análise de ensaios clínicos e estudos observacionais. De acordo com os resultados apresentados e perante evidência de moderada qualidade aferiu-se que a atividade física pode ter um efeito benéfico na redução da osteoporose e melhoria da densidade mineral óssea da coluna lombar, contudo sem efeito na densidade mineral óssea do colo do fémur (evidência de baixa qualidade). Parece que o exercício físico em dose mais elevada e programas que envolvam múltiplos exercícios de resistência, durante ≥60 minutos, 2-3x/semana por mais de 7 meses, são os mais eficazes na prevenção da osteoporose.

Analysis

Population

Adultos com idade igual ou superior a 65 anos

Method

Intervenção: Atividade Física de qualquer volume, duração, frequência ou intensidade. Comparador: Ausência de atividade física ou em menor volume, duração, frequência ou intensidade que na intervenção. Outcome: Osteoporose, incluindo mas não se limitando a densidade mineral óssea, conteúdo mineral ósseo, indíce de cálcio ósseo, densidade cortical óssea e indíce de qualidade do osso. Foi realizada uma revisão sistemática com meta-análise baseada em ensaios clínicos controlados e aleatorizados, ensaios clínicos controlados quasi-aleatorizados, estudos coorte prospetivos e retrospetivos. A pesquisa envolveu várias bases de dados, mas foi excluida literatura cinzenta. A seleção e análise dos dados foi realizada por dois dos autores.

Results

Foram incluídos 59 estudos, 12 observacionais e 47 ensaios clínicos. A análise dos resultados sugere que a atividade física pode prevenir a osteoporose nos idosos (estimativa de efeito 0.15, IC 95% 0.05 a 0.25), evidência de qualidade moderada e baixa heterogeneidade (I2=0). Relativamente à melhoria da densidade mineral óssea da coluna lombar houve uma melhoria com o exercício físico (estimativa de efeito 0.17, IC 95% 0.04 a 0.30), evidência de moderada qualidade e baixa heterogeneidade (I2=0). Por outro lado, relativamente à densidade mineral óssea femoral, os resultados apresentados mostram não haver benefício pelo exercício (estimativa de efeito 0.09, IC 95% -0.03 a 0.21), evidência de baixa qualidade e baixa heterogeneidade (I2=0). Dos resultados avaliados, parece que o exercício físico em dose mais elevada e programas que envolvam múltiplos exercícios de resistência, durante ≥60 minutos, 2-3x/semana por mais de 7 meses, são os mais eficazes na prevenção da osteoporose.

Abstract

BACKGROUND: Various physical activity interventions for prevention and treatment of osteoporosis have been designed and evaluated, but the effect of such interventions on the prevention of osteoporosis in older people is unclear. The aim of this review was to investigate the association between physical activity and osteoporosis prevention in people aged 65 years and above. METHODS: A systematic review was conducted and searches for individual studies were conducted in PubMed (January 2010 to March 2020) and for systematic reviews were conducted in PubMed, Embase, CINAHL and SPORTDiscus (January 2008 to July 2020). Records were screened according to the following eligibility criteria: i) population: adults aged 65 years and older; ii) exposure: greater volume, duration, frequency, or intensity of physical activity; iii) comparison: no physical activity or lesser volume, duration, frequency, or intensity of physical activity; iv) outcome: osteoporosis related measures (e.g., bone mineral density). The methodological quality of included studies was assessed and meta-analysis summarised study effects. The GRADE approach was used to rate certainty of evidence. RESULTS: We included a total of 59 studies, including 12 observational studies and 47 trials. Within the included trials, 40 compared physical activity with no intervention controls, 11 compared two physical activity programs, and six investigated different doses of physical activity. Included studies suggest that physical activity interventions probably improve bone health among older adults and thus prevent osteoporosis (standardised effect size 0.15, 95% CI 0.05 to 0.25, 20 trials, moderate-certainty evidence, main or most relevant outcome selected for each of the included studies). Physical activity interventions probably improve lumbar spine bone mineral density (standardised effect size 0.17, 95% CI 0.04 to 0.30, 11 trials, moderate-certainty evidence) and may improve hip (femoral neck) bone mineral density (standardised effect size 0.09, 95% CI − 0.03 to 0.21, 14 trials, low-certainty evidence). Higher doses of physical activity and programs involving multiple exercise types or resistance exercise appear to be most effective. Typical programs for which significant intervention impacts were detected in trials were undertaken for 60+ mins, 2–3 times/week for 7+ months. Observational studies suggested a positive association between long-term total and planned physical activity on bone health. CONCLUSIONS: Physical activity probably plays a role in the prevention of osteoporosis. The level of evidence is higher for effects of physical activity on lumbar spine bone mineral density than for hip. Higher dose programs and those involving multiple exercises and resistance exercises appear to be more effective.