january 2019 • Circulation

Optimal Exercise Programs for Patients With Peripheral Artery Disease - A Scientific Statement From the American Heart Association

Treat-Jacobson D., et al.

DOI: 10.1161/CIR.0000000000000623

Content curated by:Clara Jasmins

Key message

Este artigo é uma Posição Científica da American Heart Association (AHA) que traduz a revisão da evidência atual, relativamente aos programas de exercício adequados a doentes com doença arterial periférica (DAP). O melhor tratamento da DAP sintomática deve focar-se na redução de eventos cardiovasculares e dos membros inferiores, além da melhoria sintomática e da Qualidade de Vida. Os programas de exercício para doentes com DAP devam ser individualizados em relação à duração, intensidade, frequência de exercício e relação esforço-repouso. As sessões de exercícios devem progredir até a meta de acumular 30 a 45 minutos de caminhada na passadeira por sessão, repetida 3 vezes por semana. O exercício deve ser realizado numa intensidade que provoque dor claudicante leve em 5 minutos e claudicação moderada a moderadamente grave em 10 minutos, seguida de repouso até que a dor claudicante desapareça (embora pareça igualmente haver benefício, mesmo que o exercício não provoque dor). Ainda que o exercício físico supervisionado em passadeira seja a intervenção baseada em exercício com mais e melhores resultados conhecidos, no desempenho e qualidade de vida dos doentes com DAP, esta pode ser uma intervenção onerosa e incomportável para o doente. Se esse for o caso, o exercício físico estruturado em casa pode ser uma alternativa razoável, melhorando preferencialmente a caminhada no solo, mais prática e semelhante ao habitual na caminhada na vida diária. Para melhorar os resultados, estes doentes devem ser incentivados a registar os seus objetivos e estabelecer um plano individualizado com acompanhamento clínico periódico. A investigação futura deve centrar-se na identificação de programas de exercícios ideais para estes doentes e delinear as vias biológicas pelas quais o exercício melhora o desempenho destes doentes. Dada a magnitude dos benefícios e relativa segurança do exercício para doentes com doença arterial periférica, devem ser movidos esforços no sentido de tornar o exercício acessível a todos estes doentes que têm capacidade para se exercitar.

Abstract

The most recently published American Heart Association/American College of Cardiology (AHA/ACC) guidelines on the management of patients with lower-extremity PAD include 4 recommendations supporting exercise therapy for patients with PAD. The AHA/ACC guidelines gave supervised exercise treadmill training a Class I recommendation supported by a Level of Evidence A on the basis of multiple randomized clinical trials showing the efficacy of supervised exercise treadmill training to improve claudication onset time (COT) or distance (COD), PWT or peak walking distance (PWD), and other clinically meaningful functional outcomes. In 2017, the Centers for Medicare & Medicaid Services evaluated the large body of evidence demonstrating the efficacy of exercise to improve symptoms, functioning, and quality of life in patients with PAD. This has resulted in a national coverage determination of supervised exercise therapy (SET) for Medicare beneficiaries with symptomatic PAD. The purpose of this document is to review and summarize the state of the science related to exercise therapy in patients with PAD. Brief summaries of the epidemiology and functional burden of PAD are presented. Evidence supporting the mechanisms of the exercise training response and selection of outcome measures is included. Discussion of traditional and novel exercise modalities, comparison of the outcomes of exercise therapy with other therapeutic interventions, and assessment of the efficacy of exercise in patients with asymptomatic PAD are included. Finally, gaps in the literature and areas needing future research are identified.