august 2020 • BMJ

Self-management interventions to reduce healthcare Self-management interventions to reduce healthcare use and improve quality of life among patients with asthma: systematic review and network meta- use and improve quality of life among patients with asthma: systematic review and network meta-analysis.

Hodkinson A, Bower P, Grigoroglou C, et al.

DOI: 10.1136/bmj.m2521

Content curated by:Paulo Faria de Sousa

Key message

#Introdução: Estudos prévios demonstram que a transmissão de informação isolada é ineficaz a melhorar os o controlo de doentes com asma. O estudo PRISM (Practical systematic Review of Self-Management Support for asthma), que envolveu 27 revisões sistemáticas, conclui que modelos de seguimento de Autogestão dos doentes com asma estão associados uma redução de internamentos e melhoria de qualidade de vida. No entanto, não clarifica qual destes modelos é o mais adequado. #Pergunta de investigação: Nos doentes com asma (> 5 anos), qual o modelo de autogestão mais eficaz na melhoraria da qualidade de vida e na redução da utilização dos serviços de saúde? Esta revisão sistemática e meta-análise em rede procurou responder a esta questão através de estudos que comparassem cuidados habituais e intervenções educacionais com: - Gestão de caso multidisciplinar – Apoio presencial com equipa multidisciplinar + plano escrito - Autogestão com Apoio Regular – Consultas presenciais regulares (> 2h totais por ano) com profissional de saúde para reforço e revisão do plano terapêutico. - Autogestão com apoio mínimo - Consultas presenciais limitadas (< 2h totais por ano) com profissional de saúde para reforço e revisão do plano terapêutico. -Automonitorização – Realizada pelo doente regularmente através de registo de sintomas ou pico expiratório débito expiratório máximo instantâneo #Métodos: Os estudos foram seleccionados através de uma pesquisa alargada, seguida da avaliação do risco de viés e extracção de dados por dois investigadores em separado. O resultado principal foi definido como a utilização de serviços de saúde (urgência hospitalar ou internamento) ou qualidade de vida. Foram seleccionados 105 ensaios clínicos aleatorizado (60 em adultos e 45 em crianças/adolescentes) com um total de 27 767 participantes (16 080 adultos / 11687 crianças e adolescentes). A duração mediana de seguimento foi de 8 meses. #Resultados: Gestão de caso multidisciplinar e Autogestão com Apoio Regular foram os modelos que tiveram impacto a utilização dos serviços de saúde com uma diferença de médias padronizadas de -0.18 (IC 95% de -0.32 a -0.05) e –0.30 (IC 95% de −0.46 a −0.15), respectivamente. Apenas a Autogestão com Apoio Regular demostrou melhoria de qualidade de vida estaticamente significativa com diferença de médias padronizadas de 0.54 (IC 95% de 0.11 a 0.96). No subgrupo de doentes em idade pediátrica, apenas a Autogestão com Apoio Regular demostrou uma melhoria significativa de qualidade de vida e utilização dos serviços de saúde. Foi no subgrupo de doentes com sintomas mais intensos que a Autogestão com Apoio Regular e a Gestão de caso multidisciplinar demonstrou maiores benefícios. #Conclusão: Este estudo demonstra que a Autogestão com Apoio Regular reduz utilização dos serviços de saúde melhorando qualidade de vida nos vários subgrupos de doentes com asma. Os serviços de saúde deverão ter em conta estes resultados e ponderar implementá-los na prática clínica, dando preferência aos doentes com maior carga sintomática e mais necessidades de cuidados hospitalares.

Abstract

OBJECTIVE: To compare the different self-management models (multidisciplinary case management, regularly supported self-management, and minimally supported self-management) and self-monitoring models against usual care and education to determine which are most effective at reducing healthcare use and improving quality of life in asthma. DESIGN: Systematic review and network meta-analysis. DATA SOURCES: Medline, the Cochrane Library, CINAHL, EconLit, Embase, Health Economics Evaluations Database, NHS Economic Evaluation Database, PsycINFO, and ClinicalTrials.gov from January 2000 to April 2019. REVIEW METHODS: Randomised controlled trials involving the different self-management models for asthma were included. The primary outcomes were healthcare use (hospital admission or emergency visit) and quality of life. Summary standardised mean differences (SMDs) and 95% credible intervals were estimated using bayesian network meta-analysis with random effects. Heterogeneity and publication bias were assessed. RESULTS: From 1178 citations, 105 trials comprising 27 767 participants were included. In terms of healthcare use, both multidisciplinary case management (SMD -0.18, 95% credible interval -0.32 to -0.05) and regularly supported self-management (-0.30, -0.46 to -0.15) were significantly better than usual care. For quality of life, only regularly supported self-management (SMD 0.54, 0.11 to 0.96) showed a statistically significant benefit compared with usual care. For trials including adolescents/children (age 5-18 years), only regularly supported self-management showed statistically significant benefits (healthcare use: SMD -0.21, -0.40 to -0.03; quality of life: 0.23, 0.03 to 0.48). Multidisciplinary case management (SMD -0.32, -0.50 to -0.16) and regularly supported self-management (-0.32, -0.53 to -0.11) were most effective at reducing healthcare use in patients with symptoms of severe asthma at baseline. CONCLUSIONS: This network meta-analysis indicates that regularly supported self-management reduces the use of healthcare resources and improves quality of life across all levels of asthma severity. Future healthcare investments should provide support that offer reviews totalling at least two hours to establish self-management skills, reserving multidisciplinary case management for patients with complex disease.