july 2020 • JAMA

Association of Low-Value Testing With Subsequent Health Care Use and Clinical Outcomes

Bouck Z, Calzavara AJ, Ivers NM, et al.

DOI: 10.1001/jamainternmed.2020.1611

Content curated by:David Rodrigues

Key message

Será que doentes que fazem exames médicos de baixo valor como parte de um exame clínico anual têm mais probabildade de receber cuidados médicos subsequentes que aqueles que não fazem os exames? Estudo de coorte de base populacional que tenta avaliar o impacto de exames médicos de baixo valor nos subsequentes cuidados médicos recebidos. Conclui que a realização destes exames de baixo valor (p. ex. radiografia de torax em doentes com baixo risco de doença pulmonar, ECG em doentes com baixo risco de doença cardiovascular ou papanicolau em mulheres de baixo risco de desenvolver cancro do colo do útero) aumenta a probabilidade de consultas subsequentes noutras especialidades médicas, de testes de diagnóstico e de procedimentos médicos. Limitações: não podemos garantir que todos os exames foram feitos em contexto de prevenção e o desenho do estudo não permite controlar completamente alguns factores de confundimento.

Analysis

Population

Estudo de 3 populações (coortes) (1) - pacientes adultos (18 anos ou mais) com baixo risco de doença cardiovascular e pulmonar, (2) - pacientes adultos com baixo risco de doença cardiovascular e (3) - mulheres (13 a 20 anos ou mais de idade) anos) com baixo risco de cancro do colo do útero. Ontário, Canadá.

Method

Estudo de coorte retrospectivo de base populacional. Consideraram exames médicos de baixo valor para cada coorte como: (1) uma radiografia de tórax em 7 dias, (2) um eletrocardiograma (ECG) em 30 dias ou (3) um teste de Papanicolaou dentro de 7 dias após o exame anual. Estavam interessados em medir os seguintes resultados: - consultas subsequentes com outras especialidades médicas; - testes de diagnóstico e procedimentos dentro de 90 dias após um teste de baixo valor ou final da janela de observação da exposição (se não testado). Usaram como controlos pessoas na mesma coorte que não tivessem feito o teste de baixo valor (emparelhados por propensity score)

Results

As coortes de radiografias de tórax, ECG e Papanicolaou incluíram 43532 pacientes, 245686 e 29194 pacientes respectivamente. Aos 90 dias verificaram que, por cada 100 doentes, as radiografias de tórax foram associadas a um excesso de 0,87 (IC 95%, 0,69-1,05) e 1,96 (IC 95%, 1,71-2,22) pacientes em consulta externa de pneumologia ou tomografia computadorizada de abdómen ou torácica respectivamente. ECGs em pacientes de baixo risco foram associados a 1,92 (IC 95%, 1,82-2,02), 5,49 (IC 95%, 5,33-5,65) e 4,46 (IC 95%, 4,31- 4,61) pacientes em consulta externa de cardiologista, ecocardiograma transtorácico ou teste de stress cardíaco por cada 100 pacientes, respectivamente. Aos 180 dias, o teste de Papanicolaou em pacientes de baixo risco foi associado a um excesso de 1,31 (IC 95%, 0,84-1,78), 52,8 (IC 95%, 51,9-53,6) e 0,84 (IC 95%, 0,66-1,01) pacientes em consulta de ginecologia, a teste de Papanicolaou de acompanhamento ou colposcopia por cada 100 pacientes, respectivamente.

Abstract

Importance The association of low-value testing with downstream care and clinical outcomes among primary care outpatients is unknown to date. Objective To assess the association of low-value testing with subsequent care among low-risk primary care outpatients undergoing an annual health examination (AHE). Design, Setting, and Participants This population-based retrospective cohort study used administrative health care claims from Ontario, Canada, for primary care outpatients undergoing an AHE between April 1, 2012, and March 31, 2016, to identify individuals who could be placed into one (or more) of the following 3 cohorts: adult patients (18 years or older) at low risk for cardiovascular and pulmonary disease, adult patients at low risk for cardiovascular disease, and female patients (aged 13-20 years or older than 69 years) at low risk for cervical cancer. The dates of analysis were June 3 to September 12, 2019. Exposures Low-value screening tests were defined per cohort as (1) a chest radiograph within 7 days, (2) an electrocardiogram (ECG) within 30 days, or (3) a Papanicolaou test within 7 days after an AHE. Main Outcomes and Measures Subsequent specialist visits, diagnostic tests, and procedures within 90 days after a low-value test (if the patient had a chest radiograph, ECG, or Papanicolaou test) or end of the exposure observation window (if not tested). Results Included in the chest radiograph, ECG, and Papanicolaou test cohorts of propensity score–matched pairs were 43 532 patients (mean [SD] age, 47.5 [14.4] years; 38.5% female), 245 686 patients (mean [SD] age, 49.9 [13.7] years; 51.1% female), and 29 194 patients (mean [SD] age, 45.5 [27.1] years; 100% female), respectively. At 90 days, chest radiographs in low-risk patients were associated with an additional 0.87 (95% CI, 0.69-1.05) and 1.96 (95% CI, 1.71-2.22) patients having an outpatient pulmonology visit or an abdominal or thoracic computed tomography scan per 100 patients, respectively, and ECGs in low-risk patients were associated with an additional 1.92 (95% CI, 1.82-2.02), 5.49 (95% CI, 5.33-5.65), and 4.46 (95% CI, 4.31-4.61) patients having an outpatient cardiologist visit, a transthoracic echocardiogram, or a cardiac stress test per 100 patients, respectively. At 180 days, Papanicolaou testing in low-risk patients was associated with an additional 1.31 (95% CI, 0.84-1.78), 52.8 (95% CI, 51.9-53.6), and 0.84 (95% CI, 0.66-1.01) patients having an outpatient gynecology visit, a follow-up Papanicolaou test, or colposcopy per 100 patients, respectively. Conclusions and Relevance Observed associations in this population-based cohort study suggest that testing in low-risk patients as part of an AHE increases the likelihood of subsequent specialist visits, diagnostic tests, and procedures.