april 2020 • Canadian Family Physician

PEER simplified decision aid: osteoarthritis treatment options in primary care

Adrienne J. Lindblad, James McCormack, Christina S. Korownyk, Michael R. Kolber, Joey Ton, Danielle Perry, Betsy Thomas, Samantha Moe, Scott Garrison, Nicholas Dugré, Karenn Chan, G. Michael Allan

Content curated by::Paulo Faria De Sousa

Key message

O Exercício físico parece ser a intervenção mais eficaz. O tipo de exercício não parece ser importante. Os AINEs orais e a duloxetina surgem em segundo lugar com efeito mais modesto mas duradouro. Infiltração intra articular de corticoide parece ter um efeito apenas até às 12 semanas. A glucosamina, condroitina e viscossuplementação apresentaram um efeito limitado e que desvanece quando incluídos apenas estudos com financiamento público. Os opióides aparentam ter um efeito muito curto e ligeiro, apenas até às 4 semanas, e com efeitos adversos significativos. Por esta razão guidelines recentes recomendam contra a sua utilização. Também o paracetamol não parece uma intervenção eficaz.

Analysis

Population

Adultos com dor por osteoartrose. Foi excluída atrose da coluna vertebral.

Method

Os autores fizeram uma revisão em guarda-chuva (uma revisão sistemática de revisões sistemáticas e meta-análises). Procuraram revisões-sistemáticas com ensaios clínicos aleatorizados contra placebo, publicados em língua inglesa, que incluíssem as intervenções predefinidas. Calcularam para cada intervenção a taxa de respondedores (doentes cuja dor melhorou pelo menos 30%). Decidiram à priori a realização de uma análise de sensibilidade para o tamanho, duração e financiamento do ensaio (será que estudos públicos maiores e com financiamento público teriam um efeito menor por diminuição de vieses?)Para reportar confiança em cada resultado utilizaram a ferramenta Grading of Recommendations Assessment, Development and Evaluation (GRADE) tool.

Results

Exercício - 1367 doentes seguidos de 6 a 104 semanas; Grupo de controlo apenas com 21% de respondedores (pior resposta que noutras intervenções) contra 47% no grupo de intervenção; NNT= 4; Sem estudos financiados pela indústria; -Corticoides intra-articulares - 706 doentes seguidos de 4 a 24 semanas; Grupo de controlo com 31% de respondedores, grupo de intervenção com 50%; NNT= 6; Estudos com mais de 12 semanas sem diferença entre grupos;-Duloxetina - 2060 doentes seguidos de 10 a 18 semanas; Grupo de controlo com 43% de respondedores, grupo de intervenção com 64%; NNT= 5; Sem estudos com financiamento público; Descontinuação por efeitos adversos importante - NNH 15;-AINEs orais - 28 699 doentes seguidos de 4 a 104 semanas; Grupo de controlo com 39% de respondedores, grupo de intervenção com 57%; NNT= 6; Estudos com financiamento público com efeito benéfico menor;-Glucosamina - 1643 doentes seguidos de 4 a 156 semanas; Grupo de controlo com 37% de respondedores, grupo de intervenção com 47%; NNT= 11; Estudos com financiamento público não mostram diferença contra placebo;- AINEs tópicos - 7265 doentes seguidos de 1 a 12 semanas; Grupo de controlo com 47% de respondedores, grupo de intervenção com 61%; NNT= 8; Sem estudos com financiamento público;- Condroitina - 2477 doentes seguidos de 12 a 48 semanas; Grupo de controlo com 45% de respondedores, grupo de intervenção com 57%; NNT= 9; Estudo com financiamento público não mostrou diferença contra placebo;- Viscossuplementação - 6254 doentes seguidos de 2 a 160 semanas; Grupo de controlo com 44% de respondedores, grupo de intervenção com 53%; NNT= 11; Estudo com financiamento público não mostrou diferença contra placebo;- Opióides - 6266 doentes seguidos de 10 a 24 semanas; Grupo de controlo com 43% de respondedores, grupo de intervenção com 47%; NNT= 32; Sem estudos com financiamento público e estudos com mais de 4 semanas sem diferença entre grupos; Descontinuação por efeitos adversos importante - NNH 8-10;- Paracetamol - 991 doentes seguidos de 6 a 24 semanas; Sem diferença entre grupos; Sem estudos com financiamento público;

Abstract

This decision aid was developed for clinicians to help them discuss non-operative treatment options with patients living with osteoarthritis-related pain. It is derived from a systematic review of systematic reviews.1 Effectiveness data are generated from randomized controlled trials comparing active treatment with inert control, often placebo.1 The evidence focuses on the proportion of patients attaining meaningful reductions in pain, generally defined as a 30% or more reduction in pain, but specific definitions of clinically meaningful vary widely across studies.