march 2020 • Imperial College London

Impact of non-pharmaceutical interventions (NPIs) to reduce COVID19 mortality and healthcare demand

Neil M Ferguson, Daniel Laydon, Gemma Nedjati-Gilani, Natsuko Imai, et al.

DOI: 10.25561/77482

Key message

São necessárias intervenções múltiplas, "em camadas", independentemente de termos a mitigação ou supressão como política a implementar.Para os autores, a supressão (isolamento social da população em geral + isolamento em casa de casos + quarentena de coabitantes, +/- fecho de escolas/universidades) é a única estratégia viável neste momento.

Analysis

Population

Estudo do impacto de medidas de saúde pública (estratégias de mitigação vs. estratégias de supressão) na transmissão de SARS-CoV-2, usando o Reino Unido e os EUA como modelo para países desenvolvidos (high-income countries).

Method

Foi usado um modelo de simulação baseado no indivíduo - desenvolvido para o planeamento de pandemias de Influenza - para explorar cenários de COVID-19, com base em dados de censos (idade, agregado familiar, etc), dados de escolas e empresas, entre outros. Foi assumido um período de incubação de 5.1 dias e um período de infecciosidade de 12h antes dos sintomas (nos casos sintomáticos) e de 4.6 dias após infeção (nos casos assintomáticos), bem como um ritmo de crescimento exponencial da infeção.

Results

Políticas de mitigação óptimas (isolamento social de casos suspeitos + quarentena dos seus coabitantes + distanciamento social de idosos e doentes com maior risco de doença grave) podem reduzir necessidade cuidados saúde em 2/3 e mortes em 50%. No entanto, tal poderia resultar em centenas de milhares de mortos e em sistemas de saúde (especialmente UCI) assoberbados em várias ocasiões. Para os países que o consigam, a supressão será a opção preferencial. A supressão combina isolamento social de todos + isolamento em casa de casos + quarentena de coabitantes, podendo ter que ser suplementada com fecho de escolas/universidades - que terá que ser mantido até que uma vacina seja disponibilizada potencialmente >18 meses) uma vez que se prevê um rebound rápido de casos quando as medidas forem relaxadas. O distanciamento social intermitente (segundo evolução da vigilância da doença) pode permitir relaxar por curtos períodos estas medidas, que devem ser reintroduzidas se aumento do nº casos. Os exemplos da China e Coreia do Sul mostram que a supressão é possível por curtos períodos de tempo, mas ainda não é claro se podem ser implementados a longo prazo, bem como se os custos socioeconómicos das intervenções podem ser minorados.

Abstract

The global impact of COVID-19 has been profound, and the public health threat it represents is the absenteeism. The major challenge of suppression is that this type of intensive intervention package –or something equivalently effective at reducing transmission – will need to be maintained until avaccine becomes available (potentially 18 months or more) – given that we predict that transmissionwill quickly rebound if interventions are relaxed. We show that intermittent social distancing –triggered by trends in disease surveillance – may allow interventions to be relaxed temporarily inrelative short time windows, but measures will need to be reintroduced if or when case numbersrebound. Last, while experience in China and now South Korea show that suppression is possible inthe short term, it remains to be seen whether it is possible long-term, and whether the social andeconomic costs of the interventions adopted thus far can be reduced.most serious seen in a respiratory virus since the 1918 H1N1 influenza pandemic. Here we present theresults of epidemiological modelling which has informed policymaking in the UK and other countriesin recent weeks. In the absence of a COVID-19 vaccine, we assess the potential role of a number ofpublic health measures – so-called non-pharmaceutical interventions (NPIs) – aimed at reducingcontact rates in the population and thereby reducing transmission of the virus. In the results presentedhere, we apply a previously published microsimulation model to two countries: the UK (Great Britainspecifically) and the US. We conclude that the effectiveness of any one intervention in isolation is likelyto be limited, requiring multiple interventions to be combined to have a substantial impact ontransmission. Two fundamental strategies are possible: (a) mitigation, which focuses on slowing but not necessarilystopping epidemic spread – reducing peak healthcare demand while protecting those most at risk ofsevere disease from infection, and (b) suppression, which aims to reverse epidemic growth, reducingcase numbers to low levels and maintaining that situation indefinitely. Each policy has majorchallenges. We find that that optimal mitigation policies (combining home isolation of suspect cases,home quarantine of those living in the same household as suspect cases, and social distancing of theelderly and others at most risk of severe disease) might reduce peak healthcare demand by 2/3 anddeaths by half. However, the resulting mitigated epidemic would still likely result in hundreds ofthousands of deaths and health systems (most notably intensive care units) being overwhelmed manytimes over. For countries able to achieve it, this leaves suppression as the preferred policy option.We show that in the UK and US context, suppression will minimally require a combination of socialdistancing of the entire population, home isolation of cases and household quarantine of their familymembers. This may need to be supplemented by school and university closures, though it should berecognised that such closures may have negative impacts on health systems due to increased